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Chico ontem, hoje, sempre

Chico ontem, hoje, sempre

Chico ontem, hoje, sempre
Chico ontem, hoje, sempre (Foto: Reprodução)


outubro/2023

Foi Raul Teixeira quem nos relatou, na 12ª Conferência Estadual Espírita, em 2010, que ouviu do médium mineiro que, num período de sua vida, esteve muito doente e precisou ser submetido a uma cirurgia delicada. Tratava-se de um problema renal e, no pós-operatório, ele padecia muitas dores. Sentindo-se muito mal, supôs que tivesse chegado a sua hora.

Orava, todos os dias, pedindo a presença de Emmanuel, seu guia espiritual. Quando Emmanuel se lhe apresentou, Chico lamentou-se das dores que o atormentavam e perguntou: O Senhor acha que está na hora de eu partir, meu irmão?

O educador Emmanuel lhe respondeu: Chico, você ainda não fez a mala. Não completou sua mala. Não tem merecimento para voltar. E se foi.

Com seu jeito mineiro, pondo a mão em concha do lado da boca, disse Chico:  A partir daí, nunca mais arrumei mala nenhuma. Deixo sempre uma pecinha de fora. Se alguém me convida para um evento em dezembro e é janeiro, eu digo assim: “Deixe para junho do outro ano.” Já ganhei um ano e meio. Se alguém me convida para uma data, empurro para um ano à frente.

E ria-se. Tinha seus achaques físicos, mas a alma saudável, a tal ponto que o jornalista perguntou-lhe, um dia, como ele se sentia, depois de um surto de enfermidade que sofrera. Ele respondeu, tranquilo: Eu estou muito bem, porque eu sou um doente são. O filósofo Chico Xavier.

Ele era um doente porque o corpo estava refletindo os problemas trazidos do passado, mas, nesta encarnação, estava laborando para não se comprometer e manter a saúde.

A grande lição para nós é lembrarmos que estamos carregando os tormentos que empreendemos no passado. Por isso, temos problema de visão, de reumatismo, de coluna, de enxaqueca, disso, daquilo, de fígado, de rim, de estômago, de intestino.  As zonas que foram lesionadas por nós, voltam hoje expressando a lesão para que sejam tratadas. O Espiritismo nos ensina que precisamos plantar, hoje, coisa melhor para o nosso futuro.

Foi o próprio Emmanuel quem nos disse que somos escravos do nosso passado, porém,  construtores do nosso porvir.

Dessa maneira, se não está bom nosso hoje, melhoremos nosso amanhã. Hoje, não podemos resolver porque a raiz foi plantada há algum tempo, mas podemos realizar agora a nossa melhor semeadura para o nosso porvir.

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